Histórias de elevador... porque não pode ser tudo sério


Numa tentativa de aligeirar o clima por aqui, decidi contar algumas histórias caricatas que já me aconteceram nas minhas viagens diárias de elevador. 

Para contexto, vivo num 3° andar num prédio com elevador, portanto, sempre que saio ou entro em casa, uso o elevador, a menos que haja algo que me impeça - uma avaria, por exemplo - ou que simplesmente me apeteça ir pelas escadas. 

Um belo dia, quando estava a regressar a casa, encontrei-me com uma vizinha no hall de entrada do prédio, trocámos dois dedos de conversa enquanto esperávamos pelo elevador, e quando a porta se abriu, entrámos, cada uma carregou no botão correspondente ao seu andar e esperámos que a porta se fechasse. 

O que sucede, é que o sensor da porta deve estar com algum problema, e por vezes a porta não tranca à primeira, fica ainda um tempo a abrir e a fechar constantemente até o sensor assumir que é para fechar a porta. 

Neste dia em específico, não havia meio da porta fechar; até vasculhei na minha mala até encontrar um lenço e passei-o no sensor e na calha da porta, às vezes é só uma partícula de pó ou um grão de areia que está a baralhar o sensor, e geralmente resulta. Não resultou. 

Ali fiquei eu, parada a olhar para uma porta que abria e fechava dentro de um elevador que não se mexia. 

Suspirei como se estivesse irritada com alguém e, de olhos fixos no vazio, disse: "olha, ou entras ou sais, há quem tenha mais que fazer, tu decide-te". Eu juro que disse isto a brincar, posso ser sensível a certas coisas, mas não tenho quaisquer capacidades mediúnicas, nem invejo quem as tem, mas certo como o destino, assim que a última palavra me saiu da boca, a porta fechou, trancou e o elevador seguiu viagem. 

Lembro-me de me encostar à parede do elevador com aquele ar de "finalmente!" 

E foi quando olhei para a minha vizinha: a pobre mulher olhava para mim como se eu tivesse 7 cabeças e acho que ainda hoje pensa que eu falo com os mortos. 

Tenho muitas outras, mas acho que fica para uma próxima. 

Bem haja!

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